Segurança na reabertura: exemplos de práticas de empresas essenciais

Os protocolos de segurança de hospitais, supermercados e outros estabelecimentos que permaneceram abertos durante a pandemia da COVID-19 podem oferecer ideias para as empresas se prepararem para dar as boas-vindas a funcionários e clientes.

Após semanas de fechamento e trabalho remoto, as empresas ao redor do mundo estão gradualmente retomando suas operações in loco. Naturalmente, algumas empresas –consideradas essenciais – mantiveram as portas abertas e operaram a toda capacidade, inclusive durante o pico da pandemia da COVID-19. Embora a lista de empresas essenciais varie conforme a jurisdição, na maioria dos casos inclui instalações de serviços de saúde, farmácias, supermercados, lojas de conveniência, bancos e postos de gasolina, além dos serviços de entrega em domicílio, saneamento, encanamento e manutenção elétrica. Tais empresas oferecem lições valiosas para organizações de qualquer outro setor no momento da reabertura: como uma empresa pode sustentar suas operações, enquanto mantém seus funcionários e clientes seguros, prevenindo novos surtos de COVID-19?

Os ambientes de trabalho variam muito entre si e não há uma solução única. Apesar disso, com base em nossa observação das práticas de segurança de empresas essenciais durante a pandemia, dois princípios se destacam nitidamente por sua eficácia: a customização das medidas de segurança de acordo com a especificidade do ambiente de trabalho e a implementação dessas medidas em toda a gama de atividades do negócio (não apenas nas operações in loco). Este artigo descreve diversas práticas adotadas pelas empresas essenciais,  sendo que algumas são aplicáveis em outros setores também. Essas práticas são muito válidas à medida que o mundo dos negócios trilha o caminho rumo ao novo normal.

Ambientes de trabalho diferentes, riscos diferentes

Alguns ambientes de trabalho são mais fáceis de controlar do que outros. O Quadro 1 exibe seis tipos de ambientes de trabalho baseados na proximidade da exposição (grau de proximidade e quantidade de tempo em que as pessoas interagem fisicamente) e na extensão da exposição (com quantas pessoas um indivíduo tende a se encontrar em um dia típico de trabalho). Algumas empresas podem operar em mais de um desses ambientes de trabalho, por exemplo, uma rede de varejo que possui lojas, mas também tem depósitos e oferece serviços de entrega. As empresas devem ajustar as medidas de segurança de modo a adequar-se aos ambientes específicos nos quais operam.

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Adicionalmente, as empresas devem implementar medidas de segurança em toda a gama de atividades relacionadas às operações, incluindo as atividades que ocorrem fora do ambiente de trabalho. As empresas também devem definir protocolos e políticas de pré-entrada, deslocamentos de/para os locais de trabalho, uso de espaços comuns e pós-infecção. O Quadro 2 apresenta orientações para os líderes de empresas em relação aos níveis de risco associados com determinadas atividades de trabalho e os tipos de medidas de segurança a serem implementadas.

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Ações a serem consideradas

Com base em nossa pesquisa recente e nosso trabalho com empresas líderes no mundo todo, compilamos uma lista de algumas das medidas de segurança que as empresas essenciais adotaram em diversos setores. Esta lista de práticas pode ser útil para os proprietários de empresas e operadores à medida que buscam reabrir seus espaços de trabalho.

Pré-entrada

Antes da reabertura, os empregadores podem tomar medidas para instruir os funcionários acerca dos novos protocolos, identificar indivíduos em risco e fornecer recursos adicionais para tornar a experiência da volta ao trabalho mais segura e organizada. Para tanto, as seguintes questões devem ser consideradas:

  • Migração para trabalho remoto. A medida de mitigação mais óbvia é, se possível, dar continuidade ao trabalho remoto. Mesmo nas empresas em que grande parte do trabalho não pode ser feito remotamente (como nos supermercados), os líderes fizeram esforços significativos para oferecer serviços sem contato físico. Por exemplo, algumas redes de supermercados introduziram a retirada de produtos, sem contato, em seus estacionamentos. Fabricantes migraram funções que não requerem acesso a equipamentos in loco (como financeiro, procurement e marketing) para um modelo remoto. Fisioterapeutas estão utilizando telessaúde e rotinas de exercícios virtuais para serem feitos em casa.
  • Testes em escala. Nos lugares onde os testes de COVID-19 estão amplamente disponíveis, as empresas encontraram uma forma muito eficaz de proteger a saúde dos funcionários. A fabricante de eletrônicos Foxconn, com mais de um milhão de trabalhadores em toda a Ásia, aplicou testes em mais de 500 mil funcionários. A gigante de e-commerce Amazon comprometeu-se a aplicar testes em todos os seus funcionários e construiu seu próprio centro de testes de COVID-19.
  • Avaliação de sintomas. Nos lugares onde os testes não estão disponíveis, as empresas têm usado diversas formas de avaliação de sintomas a fim de identificar funcionários de alto risco, que são proibidos de ir ao trabalho. Na Alibaba, por exemplo, os funcionários devem preencher diariamente um questionário sobre seu estado de saúde em um aplicativo interno da empresa antes de se dirigirem ao escritório da matriz, devendo apresentar os resultados com base em um código de cores para passar pela segurança do edifício. Da mesma forma, várias empresas da Coreia do Sul estão exigindo que os funcionários preencham pesquisas online de autoavaliação da saúde todos os domingos antes de ir ao trabalho no dia seguinte. Uma agência de publicidade dos Estados Unidos segmentou seus funcionários em três níveis de risco e preparou um plano escalonado de volta ao trabalho: os funcionários de nível 1, ou seja, aqueles que apresentaram resultado positivo no teste de anticorpos de COVID-19, podem voltar ao trabalho imediatamente. Os funcionários de nível 2, que inclui o grupo com menos de 65 anos de idade sem quaisquer problemas de saúde, estão incluídos na próxima onda autorizada a voltar ao escritório. Finalmente, o retorno dos funcionários de nível 3, aqueles com idade acima de 65 anos ou imunodeprimidos, está adiado até nova ordem.
  • Treinamento e orientação. A experiência das empresas essenciais indica que medidas de segurança mais “brandas”, tais como treinamento e orientação, desempenharam um papel significativo na incorporação de novos hábitos entre os funcionários e clientes. Diversas empresas nos Estados Unidos desenvolveram módulos de treinamento e orientação online para familiarizar os funcionários com os novos protocolos de segurança e higiene antes da volta ao trabalho. Na China, alguns escritórios corporativos estão chegando ao ponto de impedir o acesso ao local de trabalho aos funcionários que não completarem o treinamento, além de exigir aprovação em um teste sobre as novas medidas de segurança por meio de um aplicativo. A gigante de internet Tencent produziu um vídeo para os funcionários assistirem antes de voltar ao local de trabalho. O vídeo apresenta informações básicas sobre a COVID-19 e explica detalhadamente o processo de retorno ao trabalho adotado pela empresa.
  • Cuidado infantil. Os desafios relacionados ao cuidado infantil têm sido um dos maiores impedimentos à disponibilidade e produtividade dos trabalhadores essenciais durante a pandemia. Por essa razão, o cuidado infantil é uma importante área de foco tanto para os empregadores como para as autoridades locais. Alguns hospitais ofereceram serviços de cuidado infantil, que eram prestados por estudantes de medicina, aos trabalhadores essenciais – os cuidadores mantinham as crianças nos mesmos grupos todos os dias para minimizar o potencial de exposição. Empresas e governos locais têm oferecido subsídios para o cuidado infantil ou reembolso para os trabalhadores que utilizam serviços de monitor infantil virtual – os monitores infantis virtuais oferecem atividades de entretenimento virtual para as crianças por até 90 minutos para que os pais possam trabalhar. Alguns governos também outorgaram licenças de emergência para jardins de infância. Essas licenças permitem que os jardins de infância, sujeitos à adoção de medidas de segurança específicas, cuidem dos filhos de trabalhadores essenciais durante a pandemia.
  • Saúde mental. As empresas estão ajudando seus funcionários a cuidarem não somente de sua segurança e bem-estar físicos, como também de sua saúde mental. Nesse sentido, elas começaram a oferecer ferramentas de saúde mental, incluindo assinaturas gratuitas de aplicativos de meditação, por exemplo. Diversas universidades e empresas estão oferecendo aconselhamento sob demanda, por vídeo, a funcionários e outros membros.

Deslocamento de/para o trabalho

As empresas devem se responsabilizar pelos diversos modos de transporte utilizados pelos seus funcionários no deslocamento de/para o trabalho. Normalmente, isso inclui transporte público, transporte particular ou individual (carro, bicicleta e caminhada) e, em alguns casos, transporte próprio da empresa. Igualmente importante, elas devem introduzir novas medidas de segurança na entrada e saída do local de trabalho. Para isso, as seguintes questões devem ser consideradas:

  • Transporte. Para minimizar o risco de infecção dos funcionários em trânsito, alguns hospitais de Nova York organizaram o transporte (com micro-ônibus), incentivaram a “carona solidária” ou subsidiaram o compartilhamento de veículos para o pessoal.  Prestadores de serviços de saúde com maior flexibilidade operacional, tais como consultórios odontológicos e clínicas médicas de atenção primária, ajustaram seus dias e horários de atendimento para minimizar o deslocamento dos funcionários durante os horários de pico.
  • Medições de temperatura. Vários estabelecimentos que já reabriram na China e nos Estados Unidos estão exigindo a medição de temperatura de todos os funcionários e clientes no ingresso às instalações. Algumas estão alocando funcionários na entrada e equipando-os com termômetros sem contato, enquanto outras adotaram a medição automatizada de temperatura. A Taipei Rapid Transit instalou termômetros infravermelhos nas estações mais movimentadas – passageiros com temperatura superior a 38°C são proibidos de ingressar na estação.
  • Entrada e saída escalonadas. Para minimizar aglomerações na entrada e saída, algumas fábricas chinesas estabeleceram horários de início de turno escalonados conforme o dia da semana: os funcionários vão chegando em ondas a cada dez ou vinte minutos. Nos Estados Unidos, vários supermercados têm restringido o número de clientes que podem ingressar nas lojas simultaneamente, além de colocarem adesivos nas calçadas para orientar os clientes e organizar a fila no trajeto até a loja, mantendo dois metros de distância entre eles. Do mesmo modo, algumas empresas de pequeno e médio porte têm limitado o número de pessoas dentro de suas instalações por meio do agendamento das reuniões com clientes (não aceitam visitas espontâneas), além de solicitarem aos clientes que esperem em seus veículos ou fora da empresa até receberem uma mensagem de texto convidando-os a entrar. Os parques de diversões dos Estados Unidos substituíram a fila física por áreas de espera virtuais através de aplicativos. No intuito de limitar o contato entre crianças, pais e funcionários, os jardins de infância nos Estados Unidos fixaram horários escalonados de recepção e retirada das crianças na calçada, permitindo que apenas um dos pais ou responsáveis – que devem usar máscara – deixem ou retirem cada criança.
  • Novos protocolos de limpeza. As empresas devem aperfeiçoar significativamente seus protocolos de limpeza. Por exemplo, supermercados e outros varejistas passaram a disponibilizar regularmente higienizadores de mãos ou lenços desinfetantes na entrada das lojas. Salões de beleza e spas de unhas, por sua vez, estão solicitando às clientes que lavem as mãos antes e depois do atendimento.
  • Equipamento de proteção. Os momentos de entrada e saída do local de trabalho são oportunidades para relembrar os indivíduos sobre os protocolos de segurança e reforçar o uso do equipamento de proteção pessoal (EPP). Em um varejista na China, os clientes são recebidos por funcionários que exibem cartazes incentivando-os a usar máscaras. Diversos estabelecimentos em todo o mundo não permitem que os clientes ingressem a menos que estejam usando algo para cobrir o rosto. Organizações de saúde criaram regras estritas com relação ao uso de EPP e salas exclusivas para os trabalhadores de saúde trocarem de roupa no início e no final do seu dia de trabalho.

No trabalho

O reforço dos protocolos de distância física é mais fácil de ser realizado em alguns ambientes do que em outros. As empresas essenciais tiveram que se adaptar rapidamente durante a pandemia para manter seus funcionários seguros no trabalho. A seguir, algumas das formas como elas fizeram isso:

  • Lembretes constantes e serviço condicional. Diversos supermercados nos Estados Unidos criaram sinalização para os corredores indicando sentido único de circulação e colocaram adesivos no chão mostrando onde os consumidores deveriam esperar na fila do caixa. A Kroger tem feito anúncios sobre hábitos de higiene no alto falante da loja, solicitando que os clientes mantenham distância entre si. Algumas empresas enviam mensagens a seus funcionários para lembrá-los de higienizar suas estações de trabalho periodicamente. A RXR Realty, empresa de real state sediada em Nova York, está lançando um aplicativo que monitora se um funcionário está mantendo, no mínimo, dois metros de distância de outra pessoa, no intuito de incentivar o comportamento positivo entre os funcionários e monitorar o cumprimento das regras de distância física. Ao mesmo tempo, restaurantes na China introduziram uma série de novas condições para o atendimento de clientes, incluindo espaços maiores entre as mesas para cumprir as diretrizes locais de distância, uso de esteiras para levar a comida até os clientes e uso obrigatório de máscara pelos clientes enquanto não estiverem comendo ou bebendo.
  • Protocolos de higiene aprimorados. Em ambientes de trabalho onde as pessoas precisam estar próximas entre si, o foco tem sido a melhoria radical dos protocolos de higiene. Diversas empresas instalaram estações para a lavagem das mãos em áreas de alto tráfego. Supermercados estão alocando funcionários para higienizar os carrinhos de compras após cada uso, enquanto academias e hotéis estão fazendo o mesmo com os equipamentos de fitness. Outras empresas atualizaram seus sistemas de filtragem do ar. A limpeza profunda é particularmente importante em locais onde os indivíduos possam ter dificuldade para seguir o conjunto de diretrizes de segurança, tais como jardins de infância, escolas para crianças pequenas e instituições de cuidados de pessoas com deficiência. A título de exemplo, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos recomenda que os jardins de infância mantenham as crianças nos mesmos grupos e os mesmos cuidadores nas mesmas salas todos os dias. Além disso, o CDC recomenda separar as crianças com maior risco de exposição – tais como filhos de trabalhadores da linha de frente da saúde –, em classes específicas; aumentar o espaço entre os tapetes e posicionar as crianças de forma invertida (cabeça de uma na direção dos pés da outra) na hora do descanso para reduzir o contato de alto risco; descartar brinquedos que não podem ser desinfetados e implementar recipientes com água e sabão para brinquedos que tenham entrado em contato com a boca das crianças.
  • Redesenho do espaço de trabalho. Vários supermercados e lojas de conveniência dos Estados Unidos – assim como fábricas em que os trabalhadores precisam permanecer próximos uns dos outros em uma linha de montagem – instalaram divisórias de acrílico nos caixas e estações de trabalho. Na empresa de telecomunicações BT, os trabalhadores do call center agora estão posicionados a dois metros de distância e os corredores foram designados com circulação em sentido único. A Cushman & Wakefield, empresa global de serviços de real estate, desenhou o conceito 6 Feet Office, que foi implementado na sede em Amsterdã e nos seus escritórios na China. O design inclui divisórias entre as mesas, círculos ao redor das mesas marcados no carpete indicando onde as pessoas podem ficar e sinalização mais intensa – tudo para estimular a distância física.
  • Trabalhar em equipes consistentes. Os funcionários da Meituan, empresa chinesa de entrega de comida, foram divididos em três equipes de forma que somente uma delas está presente no escritório a cada dia. Vários sistemas de saúde nos Estados Unidos separaram o pessoal que trabalha nas áreas destinadas a pacientes de COVID-19 do pessoal que não trabalha nessas áreas e fizeram mudanças no modelo de atendimento (tais como realização de atividades em lotes ou uso de dispositivos móveis para organizar o trabalho no hospital) a fim de minimizar os risco de disseminação do vírus. Na Dinamarca, as escolas de ensino fundamental ajustaram seu modelo de funcionamento dividindo os alunos em grupos de doze crianças aproximadamente, sendo que cada grupo é acompanhado pelo mesmo docente todos os dias, com diferentes horários de início e término da jornada, assim como aulas, refeições e atividades de recreação separadas.

Espaços comuns

As empresas estão tomando medidas para eliminar ou, pelo menos, minimizar as aglomerações em espaços comuns. Supermercados nos Estados Unidos fecharam as áreas de alto contato das lojas, tais como praças de alimentação e estações de autoatendimento. No Pentágono, as reuniões de estratégia, das quais normalmente participavam entre 40 e 50 pessoas, estão sendo realizadas em três salas conectadas por videoconferência. Essa modalidade permite que os indivíduos atendam a todos os participantes, que podem colaborar em grupos pequenos, sem aglomerar-se em uma única sala de conferência. O grupo petroquímico Sinochem, em Beijing, entrega refeições nas estações de trabalho dos funcionários para evitar aglomerações nos refeitórios. Na fábrica da Foxconn, na China, os trabalhadores comem nas mesas do refeitório, separados por altas divisórias. Alguns fabricantes chineses escalonaram a pausa para o almoço e o serviço de refeição no local. Outras, entre elas a fabricante de eletrônicos TCL, solicitam que os funcionários escaneiem um código QR ao ingressar nas áreas comuns, como o refeitório, a fim de facilitar o rastreamento do contato em caso de infecção. Escritórios corporativos em toda a Ásia estão instalando portas com sensor de movimento e eliminando aparelhos compartilhados das cozinhas e copas.

Pós-infecção

Devido à alta transmissibilidade do coronavírus, todas as empresas devem ter planos e processos em vigor na eventualidade de um funcionário ou cliente vir a ser infectado. É fundamental que a empresa comunique claramente seus processos de pós-infecção a todos os níveis da organização.

  • Rastreamento de contato. A capacidade de rastreamento de contato – seja com o uso de tecnologia, seja com uma equipe de rastreadores de contato ou ambos – tem sido um recurso importante para sustentar a segurança do ambiente de trabalho das empresas essenciais. Algumas operadoras de telecomunicação na Ásia estão apoiando seus governos no rastreamento de contato. Quando um caso confirmado de COVID-19 é identificado, o histórico de localização da pessoa infectada é rastreado e o governo envia alertas via SMS às pessoas que possam ter tido contato com ela. Em São Francisco, uma parceria entre o Departamento de Saúde Pública da cidade, a prefeitura, a Universidade da Califórnia em São Francisco e a Dimagi, uma provedora de tecnologia de telefonia móvel, recrutou mais de 250 trabalhadores da saúde pública para ajudar no rastreamento de contato. Eles conduzem entrevistas com os indivíduos que foram infectados e ajudam a rastrear e notificar os contatos. Todos as localidades deveriam adotar soluções de rastreamento de contato compatíveis com as normas e padrões de privacidade locais.
  • Gatilhos claros para a volta ao trabalho. As empresas definiram gatilhos e protocolos claros de ativação para lidar com um eventual surto de infecção. Como exemplo, hospitais vedam as áreas que possam ter tido exposição ao vírus e realizam uma limpeza profunda, além de isolarem os indivíduos que possam estar infectados. Algumas empresas nos Estados Unidos definiram gatilhos de volta ao trabalho para funcionários infectados. Alguns gatilhos comuns incluem resultado negativo para COVID-19, resultado positivo no teste de anticorpos e quarentena de duas semanas para observar se a pessoa apresenta sintomas.

À medida que as empresas reabrem, pode ser apropriado estabelecer uma equipe de planejamento antecipado para orientar e acelerar a tomada de decisões. As responsabilidades dessa equipe incluem principalmente a avaliação de todos os protocolos e políticas de retomada das atividades, realização de testes de estresse das intervenções de segurança da força de trabalho e revisão e refinamento dos processos após a implementação. Considerando que todos os dias surgem novos desdobramentos no combate à COVID-19, uma equipe de planejamento antecipado pode ajudar a empresa a adaptar-se e reagir rapidamente – e, em última instância, a estar mais bem posicionada para proteger a saúde e a segurança de seus funcionários e clientes.

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